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Tratamentos de Inverno (Fungicidas)

2018-11-15


POMÓIDEAS (macieira, pereira)
Para controlo do pedrado recomenda-se a aplicação de ureia ou  enterramento  das  folhas. Caso  opte  pela aplicação de ureia, esta deve ser realizada assim que tiverem cerca de um terço das folhas caídas. A calda deve ser dirigida à copa das árvores e às folhas já caídas no solo. Poderá repetir o tratamento no fim da queda da folha.
A  ureia  acelera  a  decomposição  das  folhas, reduzindo  assim  a  possibilidade  de  formação  das estruturas  hibernantes da  doença.  Desta  forma,  a intensidade dos ataques tenderá a ser menor o que possibilita um controlo mais eficaz durante o ciclo vegetativo.
A ocorrência  de  algumas  doenças,  como Cancro europeu,  Fogo  bacteriano,  entre  outras,  depende da existência de feridas causadas pela colheita dos frutos, queda  das  folhas, poda, geada,  etc.
É benéfica  a realização de dois tratamentos, a um terço das folhas caídas e na queda total, com produtos à base de cobre, em particular, nos pomares ou parcelas com variedades sensíveis e que apresentam sintomas desta doença. Os tratamentos com cobre também devem ser posicionados após a podae os cortes de maior dimensão pincelados com uma pasta cúprica (1kg de produto para um litro de água). Os frutos que ficam no solo e nas árvores, são também portadores de problemas fitossanitários. Estes devem ser retirados do pomar, queimados junto com a lenha de poda ou enterrados.

PRUNÓIDEAS (pessegueiro, cerejeira, ameixeiras).
As  cicatrizes  deixadas  pela  queda  das  folhas possibilitam a infeção das árvores por fungos (Lepra do pessegueiro, Doença do chumbo, Cancro de Fusicoccum) e  bactérias(Cancro  bacteriano).  Osprodutos à base de cobre, aplicados a meio e no fim da queda das folhas, têm uma ação preventiva.

CITRINOS
Míldio ou Aguado dos citrinos
Recomenda-se a realização de tratamento contra o míldio, aplicando, preferencialmente, produtos à base de cobre. Aconselha-se a distribuição da calda por toda a copa, incidindo no terço inferior. Este tratamento deve  ser renovado, caso ocorram novos períodos de chuva ou lavagem do produto. Pode, numa fase posterior, utilizar fungicidas à base de fosetil-alumínio. Como medidas culturais,recomendamos  o  arejamento  da  copa,  a drenagem do solo, a limpeza das ervas junto ao colo das árvores e a remoção dos ramos inferiores da copa. O tratamento e medidas preconizados também são eficazes para a Gomose dos Citrinos.

OLIVEIRA
Gafa
A precipitação ocorrida provocou a lavagem do produto e, nesta altura, encontram-se reunidas as condições para o desenvolvimento  da  doença.  Caso  ainda  não  tenha iniciado a colheita e se não prevê  o seu inicio nos próximos dias, recomendamos a repetição do tratamento. Deve optar por um produto com Intervalo de Segurança de 7 dias.

VINHA
Doenças do Lenho da Videira (Esca, Botriosfériose)
As doenças do lenho da videira, são causadas por fungos que se reproduzem por esporos. Estes esporos penetram nas plantas através de qualquer abertura artificial como as feridas de poda. Quanto maior a ferida, maior será a possibilidade de o fungo entrar einfetar a planta. O crescimento dos fungos é favorecido por temperaturas amenas e humidade elevada. Para evitar problemas como a esca e a botriosfériose, deve: podar apenas em períodos de tempo frio e seco; retirara lenha de poda da vinha e queimar; queimar as cepas doentes; desinfetar as ferramentas de poda com água com lixivia (1 parte de lixivia para 9 de água) ao fim do dia de trabalho ou ao mudar de parcela; evitar cortes rasos, que ao secar dificultarão a circulação da seiva, facilitando a contaminação por doenças do lenho; evitar grandes cortes que facilitam a infeção e se tiver de fazer grandes cortes, desinfete-os com um produto para prevenção ou com uma pasta feita com partes iguais de fungicida cúprico e água.

Fonte: Aviso Circular 16/18 Estação de Avisos agrícolas do Dão (12/11/18)


Consulte aqui o documento.

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